[Crítica] “Dia D” é mais um triunfo de Spielberg, que aborda o valor da verdade em meio a um mistério alienígena
“Dia D” (Disclosure Day) é um filme de ficção científica que marca o retorno do renomado diretor Steven Spielberg. Estrelado por Emily Blunt (Um Lugar Silencioso) e Josh O’Connor (Rivais), o longa mergulha no subconsciente da mente humana ao explorar questões éticas e morais sobre o que aconteceria após a chegada de seres não humanos à terra.
Steven Spielberg sabe como poucos explorar o fascínio humano pelo desconhecido. Ao longo de sua carreira, o diretor consolidou seu talento para a ficção científica envolvendo a vida extraterrestre em clássicos como “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “Guerra dos Mundos” e “E.T. – O Extraterrestre”, obras que refletem sobre o encontro com o que está além da nossa compreensão.
Após quatro anos longe das telonas, o cineasta retorna com “Dia D” (Disclosure Day), filme que traz de volta essa temática marcante de sua filmografia: o contato humano com extraterrestres.
No entanto, o que presenciamos em “Dia D” (Disclosure Day) vai além de seu mistério alienígena. Trata-se de uma narrativa que explora os conflitos humanos em meio a uma teia de conspirações, na qual a maior batalha reside no valor da verdade. O resultado é um suspense tenso e envolvente, capaz de manter a atenção do espectador até os últimos minutos.
A trama de “Dia D”
Tudo começa quando Daniel Kellner (Josh O’Connor), um especialista em segurança cibernética, decide se voltar contra uma organização secreta controlada pelo governo ao roubar um artefato que contém segredos capazes de impactar o mundo inteiro.
Do outro lado da trama, acompanhamos Margaret Fairchild (Emily Blunt), uma jornalista que começa a desenvolver poderes psíquicos e busca encontrar Daniel para salvar sua vida e impedir que o artefato retorne às mãos da organização.
Ao longo dessa jornada, Daniel e Margaret descobrem verdades sobre si mesmos e sobre os motivos que os levaram até aquele momento. Em um roteiro inteligente, a narrativa transita entre o passado, o presente e o futuro para construir um mistério, no qual a verdade pode finalmente vir à tona.
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Emily Blunt e Josh O’Connor em “Dia D”. (Imagem: reprodução/Universal Pictures)
O roteiro bem amarrado de David Koepp e o brilhantismo de Spielberg
O roteiro bem amarrado de David Koepp constrói uma narrativa precisa de um mistério que vai se revelando aos poucos, distribuindo pistas e informações, sem perder o ritmo ou comprometer o mistério central da trama. Cada acontecimento possui uma função dentro desta história, fazendo com que os diferentes elementos apresentados ao longo do filme se conectem de forma apoteótica no final.
Sob o comando de Spielberg, esse roteiro ganha ainda mais impacto. O cineasta demonstra mais uma vez o seu brilhantismo, transformando uma história de conspirações e segredos globais em uma jornada sobre dilemas humanos. Enquanto a tensão vai crescendo, a direção mantém o foco nos personagens, garantindo que o suspense não seja sustentado apenas pelo mistério em si, mas também pela trajetória de Daniel e Margaret, cujas descobertas se tornam peças fundamentais para a compreensão dos enigmas que cercam a trama.
Emily Blunt entrega uma das melhores atuações de sua carreira. Com maestria, ela sustenta o estado de confusão e desorientação de sua personagem e a jornada de uma jornalista determinada a descobrir a verdade. Além disso, o roteiro evidencia, por meio de Margaret, como o poder da imprensa pode atuar como força catalisadora dentro do mundo atual.
“Dia D” é mais um triunfo de Spielberg, que aborda o valor da verdade em meio a um mistério alienígena, enquanto confronta dilemas morais ligados à divulgação de informações e às consequências de expor segredos capazes de impactar toda a humanidade.
Nota do Crítico
4/5
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